Na segunda metade dos anos 80,
conseguiram bater todos os recordes de vendagens da industria fonográfica
brasileira. Seus criadores tinham um forte embasamento cultural e musical, o
que foi fator determinante no tiro certo para o sucesso.
Tudo começou em 1976, em São
Paulo, quando Paulo Ricardo namorava Eloá, que morava em frente à casa onde
Luiz Schiavon ensaiava com a May East. O casal resolveu um dia visitar os
vizinhos, que estavam num ensaio crucial que decidiam entre cantar em inglês ou
português. Paulo Ricardo deu seu voto, opinando pelas letras em português e
assim conheceu Luiz Schiavon. Neste dia conversaram muito sobre música. Paulo
estava começando sua carreira como crítico musical e Schiavon era um pianista
clássico.
Schiavon buscava um novo caminho,
mais popular, mas sentiu dificuldade em encontrar alguém. Foi assim que Paulo
recebeu o convite para integrar o “Aura”, uma banda de jazz-rock que ainda
tinha Paulinho Valenza na bateria. Depois de três anos de ensaios e nenhum
show, Luiz encantou-se pela música eletrônica e pela tecnologia de novos
sintetizadores, enquanto Paulo decidiu morar na Europa, primeiro na França e
depois em Londres, de onde escrevia sobre novidades musicais para a revista
Somtrês e se correspondia com freqüência com Schiavon.
Fazia 23 anos que o RPM não gravava um álbum em estúdio. Fazia 23 anos que o RPM não soava tão....RPM. Por mais que o jogo de palavras pareça proposital para uma abertura estilosa sobre o disco Elektra, a afirmação é totalmente verdadeira. Se o RPM criou um estilo dentro do incensado BRock dos anos 1980, com este disco o grupo mostra que criou realmente uma grife.
Você ouve cinco segundos de qualquer das 12 faixas inéditas e mesmo antes da assinatura de voz de Paulo Ricardo, que não deixa qualquer dúvida, você sabe que estão ali Fernando Deluqui (guitarra), P.A. (bateria) e Luiz Schiavon (teclados e programação). Você sabe que o RPM está lá, na íntegra. E na melhor forma. Faça o teste. Ouça o começo de "2 Olhos Verdes", que já é o segundo rock mais tocado nas rádios do país. É o pós-punk da época em que o grupo nasceu, com sonoridade encharcada de Gang of Four, estalando de modernidade e energia. "Penso que a maior influência do RPM é o próprio RPM.
Você ouve cinco segundos de qualquer das 12 faixas inéditas e mesmo antes da assinatura de voz de Paulo Ricardo, que não deixa qualquer dúvida, você sabe que estão ali Fernando Deluqui (guitarra), P.A. (bateria) e Luiz Schiavon (teclados e programação). Você sabe que o RPM está lá, na íntegra. E na melhor forma. Faça o teste. Ouça o começo de "2 Olhos Verdes", que já é o segundo rock mais tocado nas rádios do país. É o pós-punk da época em que o grupo nasceu, com sonoridade encharcada de Gang of Four, estalando de modernidade e energia. "Penso que a maior influência do RPM é o próprio RPM.
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