sábado, 14 de março de 2015

Terezinha Maria Miranda Espíndola

     Há quinze anos, uma matogrossense de voz aguda e olhar expressivo estourava em rede nacional com uma música que falava "tesão", palavra pouco pronunciada no Brasil recém-democratizado. E as 10 mil pessoas que lotavam o Maracanãzinho faziam coro. Embora esse tipo de competição já não despertasse a mesma ira ou paixão no público, como os promovidos pela Record nos anos 60, ainda era a grande chance de artistas em busca de um lugar no mercado. Terezinha Maria Miranda Espíndola, a Tetê, lembra com saudade daquela época, quando conquistou o primeiro lugar do Festival dos Festivais, realizado pela Globo, em 1985. Escrito nas Estrelas, canção assinada pelo marido Arnaldo Black e o amigo Carlos Rennó, mudou a sua vida. "Eu já morava em São Paulo há dez anos, tinha uma carreira, três discos, mas foi importante por causa do reconhecimento nacional", conta. "Foi muito emocionante, talvez o festival mais interessante desde os anos 60."


    Aos 45 anos e uma carreira sólida, mas intimista, calcada em sons de bichos e da natureza, ela só lamenta que a emissora responsável por sua projeção não mencione o seu nome para promover o Festival da Música Brasileira, que estréia sábado, dia 19. "É engraçado a Globo não dar a mínima bola, não falar nada sobre o último festival", diz. "Considero um lapso.


   O próximo trabalho já está na mente: um CD com as composições do marido, Arnaldo Black. "Tenho um público que me acompanha e continuo fazendo shows pelo Brasil e pelo mundo", afirma. Conta com apoios culturais, como o da Secretaria de Cultura do Tocantins e de O Boticário. "Sou uma produtora independente, tenho de ir atrás das oportunidades", diz. "Mas também sinto saudade, eu tinha 30 naquele festival, hoje estou com 45", brinca.



 

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