segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

MARISA MONTES

   No início dos anos 80, quando explodia o rock brasileiro, a adolescente carioca Marisa de Azevedo Monte queria ser cantora de ópera. Aos 14 anos, começou a estudar canto lírico e chegou a fazer vestibular para a Escola Nacional de Música, mas logo descobriria que amava tanto Maria Callas quanto Billie Holiday, tanto o novo rock brasileiro como a fina flor do samba carioca, que ouvia nos discos do pai, Carlos Monte, economista e editor cultural no início dos anos 70.Se em seu primeiro disco Marisa fez sucesso como uma cantora “eclética”, uma intérprete versátil que imprimia seu estilo e personalidade a grandes canções de gêneros musicais muito diversos entre si, já em seu segundo álbum, “Mais” (1991), produzido por Arto Lindsay em Nova York e com participações de Ryuichi Sakamoto, do saxofonista John Zorn e do guitarrista Mark Ribot, ela mostrou suas primeiras músicas em parceria com Nando Reis e Arnaldo Antunes e afirmou-se também como compositora de grande talento e estilo próprio, que refletia suas múltiplas influências musicais. Vendeu ainda mais do que o primeiro, emplacou um grande sucesso popular com “Beija Eu”, com Arnaldo Antunes e Arto Lindsay, e fez uma turnê de lançamento nacional consagradora.
   Em abril de 2002 gravou com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes as músicas que os três vinham compondo havia mais de um ano, com o nome de “Tribalistas”, num disco caseiro e artesanal, co-produzido por Alê Siqueira. Sem dar uma entrevista e sem fazer shows nem apresentações em TV, logo o disco venderia mais de um milhão de cópias no Brasil e seria o primeiro grande sucesso popular de Marisa na França e na Itália, emplacando mega-hits como “Já Sei Namorar” e “Velha Infância”.

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